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Justiça determina que vereadora e empresário garantam assistência a atleta atropelado na Pituba

Mais de oito meses após um atropelamento que mudou a vida de um atleta em Salvador, a Justiça determinou, em caráter de urgência, que a vereadora Débora Santana (PSDB) e o empresário Cleydson Cardoso Costa Filho garantam assistência financeira e médica à vítima. A medida inclui pensão mensal, continuidade do tratamento de saúde e custeio de uma moradia adaptada.

O caso aconteceu em (16/08/2025), na orla da Pituba, área nobre da capital baiana. Cleydson foi apontado como motorista do carro envolvido e chegou a ser preso logo após o acidente, apresentando sinais de embriaguez. Em (09/2025), ele passou a responder por tentativa de homicídio com dolo eventual, mas foi liberado para aguardar o processo em liberdade.

Com o impacto, o atleta Emerson Silva Pinheiro sofreu lesões graves: teve a perna direita amputada e fraturas complexas na perna esquerda, o que comprometeu sua mobilidade. Diante disso, ele ingressou com uma ação judicial pedindo indenização por danos materiais, morais e estéticos.

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que há indícios de responsabilidade tanto de Cleydson quanto da vereadora Débora Santana, que passou a integrar o processo após assumir voluntariamente o compromisso de ajudar a vítima. Segundo a advogada de Emerson, Losangela Passos, a parlamentar declarou publicamente que daria suporte ao atleta e chegou a oferecer ajuda financeira nos primeiros momentos.

A decisão também apontou que a interrupção desse apoio contribuiu para o agravamento do quadro clínico de Emerson, incluindo perda de mobilidade e desenvolvimento de fibrose. Por isso, foi determinado que os dois cumpram, de forma conjunta, o pagamento de pensão mensal de R$ 3 mil, o custeio integral de um imóvel adaptado — com despesas como condomínio e IPTU —, a manutenção do tratamento médico e fisioterápico e a compra, em até 15 dias, de duas próteses, sendo uma para uso diário e outra esportiva.

Após deixar a prisão, Cleydson passou a cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de dirigir, restrição de circulação noturna e impedimento de contato com a vítima e seus familiares. A defesa dele solicitou a flexibilização dessas medidas, pedindo a retirada da tornozeleira, o fim do recolhimento noturno em fins de semana e feriados e autorização para sair de Salvador.

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