
O bloqueio de contas bancárias sem aviso prévio tem levado clientes do banco digital Nubank a procurar a Justiça para recuperar o acesso ao próprio dinheiro. Documentos judiciais revelam que alguns correntistas ficaram temporariamente impossibilitados de movimentar valores depositados em suas contas, situação que acabou sendo levada ao Judiciário.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, os bloqueios teriam sido aplicados com base em supostos indícios de irregularidades nas movimentações financeiras. Clientes, porém, afirmam que não receberam explicações detalhadas sobre os motivos da restrição e dizem ter enfrentado dificuldades para resolver o problema diretamente com a instituição.
Um dos processos cita o caso de um centro de estética localizado em Águas Claras, no Distrito Federal, que teve mais de R$ 2 milhões bloqueados na conta. O valor havia sido depositado no mesmo dia e correspondia à restituição de tributos pagos a mais ao longo de vários anos, repasse feito pela Receita Federal do Brasil por meio do Banco do Brasil.

Segundo os autos, mesmo com a origem do dinheiro sendo de um órgão público, o banco manteve o bloqueio e, quatro dias depois, encerrou a conta unilateralmente sem transferir o saldo para outra conta da mesma titularidade. A liberação do valor só ocorreu após decisão judicial emitida no início de março.
Ao analisar o caso, a juíza Márcia Alves Martins Lôbo entendeu que não foram apresentadas provas de irregularidades nas movimentações nem registro de comunicação às autoridades sobre suspeita de crime. Em nota, o Nubank afirmou que não comenta casos específicos por causa do sigilo bancário, mas destacou que bloqueios preventivos podem ser aplicados quando sistemas internos identificam movimentações consideradas atípicas, como forma de proteção aos clientes e ao sistema financeiro.


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