sábado , 11 abril 2026
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“Novelinhas das frutas”: delegado alerta para conteúdo impróprio em vídeos virais

Vídeos virais conhecidos como “novelinhas das frutas”, produzidos com o uso de inteligência artificial, têm provocado preocupação e levado autoridades a emitir alertas sobre o consumo desse tipo de conteúdo por crianças nas redes sociais. Apesar da aparência lúdica, com personagens coloridos e nomes chamativos, os materiais apresentam elementos considerados inadequados para o público infantil. Com enredos envolvendo se#o, prost!t#ição, tra!ções, famílias sendo destruídas. ab*ndonado de crianças.

O delegado Paulo Mavignier, da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), chamou atenção para o tema ao se pronunciar nas redes sociais. “Parece inocente: frutinhas coloridas com nomes engraçados. É moranguinho dançando, bananinha rebolando, melancia com olhos pidões e uva gigante balançando de forma provocante.

Tudo gerado por IA, no estilo Brainrot Italiano, mas tem um detalhe perigoso: muitas dessas frutinhas estão sendo sexualizadas”, destacou. Segundo ele, os vídeos apresentam comportamentos que não condizem com produções voltadas ao público infantil, com personagens fazendo poses sugestivas, e adotando atitudes provocantes.

“O que começa como só meme vira conteúdo que erotiza frutas para chamar atenção, o risco é enorme. Crianças pequenas absorvem essa hipersexualização sem filtro. O algoritmo empurra cada vez mais vídeos com esse tom, normaliza desde cedo o uso do corpo de forma sexualizada, mesmo que seja em desenho”, ressaltou Mavignier.

Diante disso, ele orienta que pais e responsáveis redobrem a atenção com o que os filhos assistem. “Pais, prestem atenção no que seus filhos estão assistindo, o que parece brincadeira boba pode estar moldando a visão de sexualidade das crianças de forma precoce e distorcida. Limitem as telas, conversem com eles, denunciem conteúdos inadequados nas plataformas.”

Além das autoridades, o tema também repercutiu entre líderes religiosos. O pastor Ednaldo do Manto, de Belford Roxo (RJ), também criticou as produções, ampliando o debate sobre os limites desse tipo de conteúdo e seus impactos na formação infantil.

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