
O motorista do ônibus envolvido no atropelamento na rodoviária de Itambé, no sudoeste da Bahia, relatou que sofreu um mal-estar no momento do acidente. “As vistas escureceram”, afirmou em depoimento, ao explicar que teria confundido os pedais do freio e do acelerador. Ele também disse que deixou o local logo após o ocorrido por medo de ser linchado.

De acordo com a Polícia Civil, o caso aconteceu por volta das 6h30 de segunda-feira (6). Antes do atropelamento, o motorista estacionou o veículo e desceu para reclamar com pessoas que aguardavam em um ponto considerado inadequado por ele. Ao retornar ao ônibus, o coletivo avançou e atingiu quatro pessoas. “A gente não sabe o que aconteceu, é um veículo automático”, declarou o delegado responsável pela investigação.
A perícia técnica descartou problemas mecânicos no ônibus e confirmou que o sistema de freios estava funcionando normalmente. O veículo, fabricado em 2025, também estava com a documentação regular. O laudo indicou acionamento indevido do acelerador. O caso é investigado como homicídio culposo e lesão corporal culposa.

Duas mulheres morreram no local: Janete Silva Oliveira, de 51 anos, e Daniele Jheniffer Ramos Santana, de 20. Dois irmãos da jovem, Danildo Ramos Santana, de 39, e Danilson Ramos Santana, de 42, ficaram gravemente feridos e tiveram as pernas amputadas.


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