
O cantor Amado Batista e a montadora BYD estão entre os nomes incluídos na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na segunda-feira (6). Ao todo, 169 novos empregadores passaram a integrar o cadastro, em uma das maiores revisões dos últimos meses.

O documento reúne casos identificados por fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego e aponta situações em que trabalhadores teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão. No caso do artista, há registros de duas autuações no município de Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, relacionadas a propriedades rurais. As ocorrências teriam sido registradas em 2024.
Segundo as apurações, as fiscalizações identificaram 14 trabalhadores em situações consideradas irregulares, com relatos de jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho durante as operações realizadas em áreas ligadas a atividades agrícolas.

A defesa também informou que houve fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho, onde foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores. De acordo com a equipe, os colaboradores estavam vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área. Entre os estados com maior número de empregadores na atualização estão Minas Gerais, São Paulo e Bahia.


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