
Um mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado no fim de fevereiro em Salvador terminou com um desfecho grave para parte dos pacientes atendidos. Onze pessoas perderam a visão de um dos olhos após passarem por cirurgia de catarata em uma clínica da capital baiana e precisaram ser submetidas a um procedimento de evisceração ocular, intervenção que remove a parte interna do globo ocular após infecções severas.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os pacientes desenvolveram infecção no período pós-operatório e seguem em tratamento especializado. O acompanhamento está sendo feito no Hospital Geral do Estado e no Hospital Santa Luzia. Após novas avaliações médicas, o número de casos que exigiram o procedimento aumentou de nove para onze. Os pacientes também serão encaminhados para reabilitação no Instituto dos Cegos da Bahia, onde receberão apoio de uma equipe multiprofissional, incluindo acompanhamento psicológico.
As cirurgias foram realizadas no dia 26 de fevereiro na Clínica Clivan. No total, 26 pacientes passaram pelo procedimento na mesma sala da unidade de saúde. Além dos casos mais graves, outros 15 pacientes que também foram operados continuam sendo monitorados pela rede pública, sem previsão de alta médica até o momento.

A clínica foi interditada pela Vigilância Sanitária no dia 2 de março e teve o contrato suspenso pela prefeitura. As autoridades investigam se houve possível contaminação em medicamentos, insumos ou instrumentos utilizados nas cirurgias. Em nota, a unidade informou que seguiu todos os protocolos de segurança e classificou o episódio como um caso isolado.


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