
A apuração sobre a intoxicação por metanol registrada em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia, concluiu que as sete pessoas hospitalizadas não pertencem à mesma família. Segundo as autoridades, o único elo entre elas foi a compra das bebidas alcoólicas em um mesmo depósito do município, que foi lacrado após o avanço das investigações.

Conforme a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), seis das vítimas consumiram a bebida durante uma festa de noivado realizada na cidade. A sétima pessoa ingeriu o produto um dia antes do evento, sendo a primeira a apresentar sintomas, o que contribuiu para a identificação do ponto de origem da contaminação.
Entre os intoxicados estão Maria Viviana Santos Almeida e Josefa Soares de Almeida, tias da noiva; Daniele Barbosa do Carmo Matos, prima do noivo; e Maria Clara Nascimento de Souza, sobrinha do noivo. Também foram hospitalizadas Lais Santana Dias, amiga da noiva, e Edicleia Andrade de Matos, madrasta da noiva, que permanece em estado grave no Hospital Couto Maia, em Salvador, onde está intubada. Familiares informaram que Edicleia chegou a passar por sessões de hemodiálise devido a complicações renais, mas apresentou melhora clínica.

O sétimo paciente é Vinícius Oliveira Vieira, que não possui parentesco nem vínculo com os demais. Ele comprou a bebida no mesmo estabelecimento, no dia anterior à festa. Atualmente, Josefa, Maria Viviana, Lais e Maria Clara estão internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, enquanto Edicleia, Vinícius e Daniele seguem em tratamento no Hospital Couto Maia, na capital.
A confirmação da intoxicação por metanol ocorreu na quarta-feira (31), após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que identificou a substância tanto nas bebidas apreendidas quanto no sangue dos pacientes. Diante do resultado, a Prefeitura ampliou o decreto nº 081/2025, proibindo temporariamente a comercialização, consumo e distribuição de bebidas destiladas até o dia 5 de janeiro. O caso segue sendo investigado por órgãos de saúde, vigilâncias sanitárias e pela Polícia Civil.
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