
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias. A decisão, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, leva em conta o estado de saúde do ex-presidente, que exige cuidados contínuos.

Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e terá visitas restritas aos filhos, em horários definidos. Outras visitas estão suspensas para evitar riscos à saúde. O descumprimento das regras pode levar à perda do benefício e ao retorno ao regime fechado ou hospitalar.
Internado desde 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, ele apresenta melhora, segundo boletins médicos. O prazo da domiciliar começa após a alta, e o caso será reavaliado ao fim dos 90 dias com nova perícia.

A defesa considerou a decisão coerente, mas criticou o prazo limitado. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o quadro de saúde é permanente e citou o caso do ex-presidente Fernando Collor como comparação.
O vereador Carlos Bolsonaro disse nas redes sociais que a medida não representa liberdade, mas mantém restrições, e voltou a contestar as acusações contra o pai.


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