
O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou, na terça-feira (24), a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim.

A decisão foi motivada pela identificação de riscos fitossanitários relacionados ao intenso fluxo de grãos vindos de países vizinhos, que poderiam ser misturados às cargas destinadas ao Brasil, ameaçando a sanidade da lavoura cacaueira nacional.
A medida decorreu de uma articulação estratégica liderada pelo Governo da Bahia, que manteve diálogo constante com o governo federal, parlamentares estaduais e federais, representantes do setor produtivo e órgãos técnicos.

Entre as ações adotadas, destacou-se o envio de uma missão técnica à África, que apontou inconsistências nos fluxos de exportação para o Brasil. O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a atuação conjunta com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reforçou a proteção da cadeia produtiva e a renda dos produtores. Para Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, a suspensão evidenciou vigilância e responsabilidade diante da instabilidade do mercado de cacau.
Além da suspensão temporária, a Bahia avançou em uma agenda estruturante para enfrentar a crise do setor. Entre as iniciativas, estiveram debates sobre o regime de drawback, fortalecimento da fiscalização e da assistência técnica, recomposição institucional da CEPLAC e a defesa de um plano nacional de contenção da monilíase.
Paralelamente, ações junto à CONAB buscaram ampliar a transparência nas previsões de safra, contribuindo para maior estabilidade de preços. A medida consolidou-se como um passo concreto dentro de uma estratégia ampla para garantir segurança sanitária, previsibilidade econômica e sustentabilidade à cacauicultura brasileira, com atenção especial à produção baiana.


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