
Depois de um longo período de discussões e proibições, a tradicional guerra de espadas de Senhor do Bonfim teve sua retomada oficial autorizada para 2026. A liberação foi definida por meio de um acordo firmado na sexta-feira (19) entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a Prefeitura do município e a Associação Cultural dos Espadeiros, que estabelece critérios rigorosos para a realização da manifestação cultural em um espaço exclusivo e controlado.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), divulgado pelo MP-BA, condiciona o evento à criação de um local específico, denominado “espadódromo”, que deverá atender a parâmetros técnicos e de segurança. O documento prevê multa diária de R$ 20 mil à prefeitura e à associação em caso de descumprimento injustificado de qualquer cláusula estabelecida.
Entre as exigências estão o isolamento da área, com distância mínima de hospitais, escolas, residências e postos de combustíveis, além da instalação de iluminação de emergência, rotas de fuga sinalizadas, brigadistas, pontos de primeiros socorros e unidades de saúde em alerta máximo. O TAC também determina que somente espadas certificadas, produzidas conforme normas do Exército Brasileiro e vistoriadas previamente, poderão ser utilizadas, garantindo mais segurança a participantes e espectadores.



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